Atividades:
1) Pesquisar informações sobre as causas pelas quais Portugal, tinha condições de fazer expedições sobre buscas de Novas Terras. (Levar em conta o contato que havia entre a Itália e Portugal, a localização geográfica de Portugal).
2) Pesquisar sobre o significado da palavra: taprobana.
3) O que é que os portugueses foram buscar fora das terras deles?
4) Na época por que era comum buscar especiarias?
5) Os portugueses inventaram que tipo de navio?
6) Pedro Alvarez Cabral chegou a que estado do Brasil?
7) Qual foi o nome com o qual denominou o capitão ao local onde chegou?
8) Qual foi o objetivo que tinha a igreja na época?
9) Identifique o movimento artístico que predominou na época (os quadros foram pintados em que século?).
10) Qual a diferença entre as expressões achamento do Brasil Vs. descoberta do Brasil?
11) Como foi o relacionamento entre os índios e os portugueses? Que tipos de consequências passaram os índigenas a raíz da chegada dos portugueses?
Herança de um príncipe musical
Documentos raros de música sacra compunham a Real Biblioteca de D. João VI. O acervo cresceu e hoje tem 220 mil peças
Lorenzo Aldé
Contemporâneo de Mozart e Beethoven, o príncipe português D. João VI não poderia viver em época melhor para se tornar um amante da música. De fato, antes que o destino o catapultasse rumo ao trono com a morte do irmão D. José, o rapaz se dedicava principalmente ao estudo musical. Sua predileção eram as composições sacras, inclusive o cantochão, no qual dizem que ele se arriscava como cantor, e sem fazer feio.
A paixão pela música foi uma constante na dinastia dos Bragança, e em 1808 ela desembarcou no Brasil não só no coração do príncipe regente, mas também em sua admirável coleção de partituras, libretos, missais, manuscritos e tratados. Lá estavam Mozart e Beethoven — as primeiras edições de algumas de suas obras-primas. E também Haydn e outros compositores dos séculos XVIII e XIX. Os documentos compunham a Real Biblioteca e foram a semente de um setor que, com o tempo, ampliou seu acervo com mais e mais preciosidades. Hoje, a Divisão de Música e Acervo Sonoro (Dimas) da Biblioteca Nacional possui cerca de 220 mil peças. Nada mais justo em um país tão musical como o nosso.
Ao desembarcar no Rio de Janeiro em 8 de março de 1808, D. João VI teve a melhor recepção que poderia esperar. A execução de um Te Deum na catedral não era uma novidade, mas a qualidade da realização o impressionou. “Excedia em muito o que se podia esperar numa colônia de Portugal”, afirma Bruno Kiefer no livro História da Música Brasileira. Mérito do padre José Maurício, compositor profícuo que logo conquistou a simpatia do monarca, recebeu o título de mestre-de-capela e passou a freqüentar a Corte em recitais íntimos para D. João, mesmo sob olhares tortos por ser mulato.
À bênção inicial da coleção real juntou-se em 1953 outro importante acervo para compor a base de relíquias musicais da Biblioteca Nacional. Com 19 mil títulos, a coleção particular do cearense Abrahão de Carvalho (1891-1970) era a maior da América do Sul no gênero. Ao longo de quatro décadas, ele adquiriu obras raras de teoria e história da música, além de programas, manuscritos, libretos, partituras e periódicos. Entre as preciosidades, por sinal, lá estava o Index da livraria de música de Dom João IV.
Com a diversificação dos estilos e o constante surgimento de grandes compositores brasileiros no século XX, a Divisão Musical da Biblioteca enriqueceu-se ainda mais, ganhando também registros sonoros. A tecnologia completa o serviço: o site www.bn.br/fbn/musica oferece um “acervo virtual” com músicas digitalizadas, informações e biografias de grandes compositores. Entre eles, o mulato preferido de D. João, o padre José Maurício.
domingo, 3 de agosto de 2008
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